28 de março de 1914 (de madrugada)
Sentei na cama e toquei em Henry. O mesmo estava todo marcado, arranhando e roxo.
-Henry, Henry. Tudo bem com você? -Fale Comigo.
-Charles...
-Sim, Henry. Diga!- Eu insistia.
Toquei em seu braço levemente, ele gemeu de dor.
-Ai, Charles, dói muito. - Henry segurava o braço.
-O que papai fez com você, Henry? - Perguntei.
-Ele me espancou com o cinto de couro nas duas nádegas, esfregou meu rosto no carpete até começar a queimar, puxou meu cabelo com as duas mãos. Não sei porque ele fez isso.
-Ele e mamãe, estão brigando quase todos os dias. - Eu disse.
-Estou com medo, Charles.
- Eu também, Henry.
-Te amo, irmão. - Eu disse.
Henry sentou ao meu lado e nos abraçamos em silêncio.
Não havia o que dizer à ele...
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