16 de junho de 1914
Hoje, vi papai surrar mamãe com um chinelo velho. Quanto mais ela gritava, mais ele batia. Ela tentava se defender, como se quisesse segurar o chinelo no ar, mas em vão.
Papai batia em suas costas, costelas, parte da cabeça.
-Você é culpada! -Papai gritava.
-Pare George, por favor!! - Mamãe dizia trêmula.
Eu assistia tudo aquilo sentado no tapete da sala.
Ela no chão, se retorcia inteira, papai, não parava de rir.
Havia várias garrafas de whisky vazias pela casa.
-O que acha disso, pequeno Chuck? -Papai me perguntava enquanto descansava um taco em seu ombro.
-Papai, solte a mamãe, por favor! - Disse com lágrimas nos olhos.
Papai sorriu pelo canto da boca e saiu pelas portas do fundo.
Com dificuldade, mamãe começava a se levantar.
Eu a ajudei.
-Deixe ajudá-la, mamãe.
-Charles, meu filho. - Mamãe respondia com cara de dor em sua face.
-Porque papai fez aquilo, mamãe? - Perguntei.
-Seu pai está certo. Eu estou errada. - mamãe dizia. - Devemos respeitá-lo.-Mamãe?
-Seu pai me pediu uma coisa e relutei à fazer. - Devemos respeitá-lo.
-Mas mamãe...?
-Você me entendeu, pequeno Charles?
-Sim mamãe.
Aprendi que deviamos usar a força contra aqueles que estão contra nossa vontade.
Mamãe me pôs na cama e dormi sem saber o que havia acontecido.
Caro Visitante, para entender a história, leia antes de tudo, o conto "Temporada 1 - Breaking News CNN". O Autor
segunda-feira, 12 de março de 2012
Capítulo XI
27 de maio de 1914
Quando cheguei da escola, mamãe fazia o almoço, meu irmão estava na garagem com papai.
Papai consertava o carro do vizinho. Ele usava aquele macacão azul e aquelas velhas botas pretas.
Papai ligava o motor e acelerava...acelerava...o som do motor era ensurdecedor.
Henry com as mãos nas orelhas, gritava sem parar.
Não se podia ouvir nada.
Papai desligou o carro, foi até a caixa de ferramentas, pegou um alicate de pressão de aço e chamou Henry.
- O que foi papai? - Henry perguntou.
-Vamos brincar filho. Papai dizia com um sorriso no rosto.
Papai pegou o dedo de Henry, o colocou entre o alicate, e brincou que cortaria seu polegar.
-Vou te castigar, pequeno Henry! -Papai dizia com o polegar de meu irmão dentro do alicate.
-Nãão papai. Não faça isso. -Henry suplicava a papai.
-No três heim....1.....2.....3...... - Ahh! Te peguei!
Papai não parava de rir. Henry tremia de medo.
Papai o soltou, me acenou um oi e voltou a ligar o carro...
Corri pra dentro da casa para contar à mamãe.
Só que mamãe havia saido...
Quando cheguei da escola, mamãe fazia o almoço, meu irmão estava na garagem com papai.
Papai consertava o carro do vizinho. Ele usava aquele macacão azul e aquelas velhas botas pretas.
Papai ligava o motor e acelerava...acelerava...o som do motor era ensurdecedor.
Henry com as mãos nas orelhas, gritava sem parar.
Não se podia ouvir nada.
Papai desligou o carro, foi até a caixa de ferramentas, pegou um alicate de pressão de aço e chamou Henry.
- O que foi papai? - Henry perguntou.
-Vamos brincar filho. Papai dizia com um sorriso no rosto.
Papai pegou o dedo de Henry, o colocou entre o alicate, e brincou que cortaria seu polegar.
-Vou te castigar, pequeno Henry! -Papai dizia com o polegar de meu irmão dentro do alicate.
-Nãão papai. Não faça isso. -Henry suplicava a papai.
-No três heim....1.....2.....3...... - Ahh! Te peguei!
Papai não parava de rir. Henry tremia de medo.
Papai o soltou, me acenou um oi e voltou a ligar o carro...
Corri pra dentro da casa para contar à mamãe.
Só que mamãe havia saido...
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