27 de março de 1914
Olá diário, tudo bem?
Hoje, mamãe nos disse, que papai iria nos trazer brinquedos. Meu irmão e eu ficamos felizes quando mamãe nos contou a surpresa. Temos poucos brinquedos.
Almoçamos e brincamos no quintal a tarde toda.
Ao entardecer, estávamos no quarto montando quebra-cabeça, ouvimos a campanhia, pulamos da cama, corremos pelo corredor e paramos no topo da escada.
Vimos papai e mamãe conversando na entrada da casa.
Mamãe estava séria e conversava com papai em voz alta. Papai estava com algo nas mãos.
-São os presentes? perguntei.
Henry olhou e olhou, só que não era os presentes, e sim, uma garrafa.
Papai estava bêbado, se segurava na mobília para não cair.
Henry me abraçava enquanto testemunhávamos mamãe e papai brigando na sala.
Permanecemos ali por quase dez minutos, até papai nos ver escondidos atrás da escada.
-Ei, seus fedelhos? - Papai gritou ao correr até nós.
Mamãe corria logo atrás, e ao tentar segurá-lo dizia:
-Não, George, não...por favor...
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