27 de março de 1914
Olá diário, tudo bem? Estou com medo.
Papai subiu as escadas. Ele estava furioso. Seu passo era largo e rápido.
Corremos até o quarto, mas papai segurou Henry pelo braço, o virou, e o levantou pela gola da camisa.
Papai bateu no rosto de Henry que o fez cair no chão.
Corri até o quarto para debaixo das cobertas.
Mamãe gritava sem parar:
-Pare, George, pelo amor de Deus. Pare, por favor!
Ela tentava segurá-lo pelas costas, mas em vão.
-Me largue mulher! - Papai dizia.
- Pare George, não faça isso. - Mamãe tentava agarrá-lo.
Papai a puxou pelos cabelos e a empurrou para o guarda-roupa do quarto. Mamãe ficou desacordada no chão.
Papai foi até meu irmão. Tirou o cinto da calça, pegou Henry pelo pescoço e o obrigou a abaixar as calças.
-Vamos lá, seu viadinho de merda, tire essas calças, vamos lá! Seu imprestável. -Papai dizia com o cinto de couro na mão.
Henry abaixou as calças e virou as costas para papai. Ele não disse sequer uma palavra.
Me escondi debaixo das cobertas, mas só ouvia os barulhos vindo do cinto.
Papai era muito forte. Henry chorava sem parar.
Depois de um certo tempo, peguei no sono. Acordei com tapinhas no ombro, era Henry.
O mesmo me olhava com olhos assustados...
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