11 de fevereiro de 1914
Olá diário, tudo bem?
Nós já haviamos jantado. Já era tarde, mamãe nos colocou na cama. Mamãe nos deu um beijo de boa noite, desligou a luz e foi para sua cama.
Não conseguia dormir. Estava sem sono, virava de um lado pra outro. Henry já dormia tranquilamente.
No relógio, o ponteiro maior marcava 12 e o menor marcava 2.
Ouvi um barulho vindo da sala.
Levantei da cama, corri pelo corredor nas pontinhas dos pés. O tapete do corredor me ajuda a não fazer barulho.
Ao chegar na porta principal, vi que era papai que chegara do trabalho. Ele vestia um macacão azul e botas pretas.
Papai arranjou um trabalho temporário em uma oficina de carros. Ele estava com graxa nas mãos e braços. Passou por mim e foi até a cozinha.
Lá, papai abriu a geladeira e ficou ali parado, imóvel olhando para dentro da geladeira.
Já passava da meia noite.
Ele subiu as escadas. Percebi que estava bêbado e cambaleava pelo corredor.
O cheiro do álcool me fazia ter náuseas.
Voltei para o quarto e fui para cama.
Nenhum comentário:
Postar um comentário