segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Capítulo III

11 de fevereiro de 1914

Olá diário, tudo bem?
Nós já haviamos jantado. Já era tarde, mamãe nos colocou na cama. Mamãe nos deu um beijo de boa noite, desligou a luz e foi para sua cama.
Não conseguia dormir. Estava sem sono, virava de um lado pra outro. Henry já dormia tranquilamente.
No relógio, o ponteiro maior marcava 12 e o menor marcava 2.
Ouvi um barulho vindo da sala.
Levantei da cama, corri pelo corredor nas pontinhas dos pés. O tapete do corredor me ajuda a não fazer barulho.
Ao chegar na porta principal, vi que era papai que chegara do trabalho. Ele vestia um macacão azul e botas pretas.
Papai arranjou um trabalho temporário em uma oficina de carros. Ele estava com graxa nas mãos e braços. Passou por mim e foi até a cozinha.
Lá, papai abriu a geladeira e ficou ali parado, imóvel olhando para dentro da geladeira.
Já passava da meia noite.
Ele subiu as escadas. Percebi que estava bêbado e cambaleava pelo corredor.
O cheiro do álcool me fazia ter náuseas.
Voltei para o quarto e fui para cama.

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